da Leonardo Kuba para o Farofa
Há poucos meses, ouvi rumores sobre o fim da revista americana Business 2.0, uma das mais prestigiadas no segmento negócios + tendências + tecnologia. Conheci a revista por volta de 2001 e comprei diversas edições ao longo dos anos, além de acompanhar o site oficial. A publicação sempre foi referência da nova economia digital e seus personagens. Ela acompanhou o nascimento da web comercial, o estouro da bolha e o surgimento da web 2.0.
Vejam que até o termo "2.0" surge pioneiramente no nome da revista, quase uma década atrás. Ela cobriu a história de empresas como a Amazon... lembro-me de uma matéria sobre Jeff Bezos em 1998, e recentemente, outra matéria mostrando o que a empresa se tornou, além do gigante do e-commerce B2C, há o crescimento dos web-services (serviços de hosting de dados e aplicações de terceiros, usando a premiada infra-estrutura da Amazon).
A linha editorial, a linguagem, as pautas, tudo na Business 2.0 era de altíssima qualidade. Porém, os rumores se confirmaram e a edição de outubro, cuja capa está publicada aqui neste post, será a despedida da equipe comandada por Erick Schonfeld.
O grupo Time-Warner, dona da publicação, decidiu encerrar as atividades da revista, alegando baixo retorno comercial. A queda no volume de anunciantes foi fatal para o negócio mas, nos bastidores, sabe-se que a estratégia adotada pela Time-Warner, unificando a força de vendas de suas revistas de negócios, a saber, Business 2.0, Money, Fortune e Fortune Small Business, foi fatal para a B2.
Os analistas que estudam toda esta intersecção entre negócios e tecnologia, dizem que a revista cumpriu seu ciclo de vida. Hoje, tudo virou 2.0, todas as revistas de negócios e estilo de vida cobrem esta pauta, que faz parte do dia-a-dia do "cidadão moderno". Portanto, a Business 2.0 teria perdido seu apelo para atrair anunciantes, apesar do grande número de leitores.
Resta dizer que a Business 2.0, em conjunto com a Wired, foi uma grande inspiração para criar o Farofa. Meus agradecimentos ao excelente trabalho realizado pelos editores.
Sobre o Farofa
Contato
Assine em RSS
Leo, a Business 2.0 deveria continuar on-line. No papel, realmente, ninguem vai sobreviver... --- mesmo falando de internet e Web 2.0. Abracao, que eles encontrem um caminho! Julio
Posted by: Julio Daio Borges | 21/09/2007 at 12:44
Concordo com o comentário acima e acho que a revolução na mídia está apenas começando. Aqui no Brasil acontecerá o mesmo. A migração do offline, impresso, para online. Quem não abrir os olhos, terá o mesmo fim da Business 2.0.
Sds, Fernando Souza.
Posted by: Fernando Souza | 21/09/2007 at 13:19
Também acompanhei um pouco a história da Business2. Concordo com a opinião do post (muito oportuno, diga-se de passagem) e lamento o fim da revista. Apesar de lamentar, há mta opção online (principalmente blogs) que cobrem esta área da business2.
Posted by: Gerson | 21/09/2007 at 15:46